domingo, 20 de abril de 2008

Aimé Césaire







Aimé Césaire (Martinique, 1913-2008 )




No dia 17 de Abril, em Fort-de-France, (Martinica) morreu com 94 anos, Aimé Césaire, um dos maiores poetas em língua francesa e dos mais esclarecidos pensadores do chamado Terceiro Mundo. Publicou poemas, ensaios e obras de teatro. Foi dramaturgo e animador da cultura. Além da sua produção literária esteve presente nas lutas sociais do seu país contra as ideias anticoloniais, sempre procurando a legítima identidade dos povos africanos.
Foi o inventor, com Leopold Sédar Senghor da palavra "Negritude".
Aimé Césaire disse um dia esta frase num círculo literário: "Não é verdade que não temos mais nada que ser neste mundo senão parasites (…) Nenhuma raça tem o monopólio da beleza, da inteligência, da força e há um lugar para todos no momento da vitória".

Sua divisa foi: "Pertenço à raça dos oprimidos".

Deixo aqui este magnífico poema como homenagem a este grande homem.

Survie
Je t'évoque
bananier pathétique agitant mon cœur nu
dans le jour psalmodiant
je t'évoque
vieux bougan des montagnes sourdes la nuit
juste la nuit qui précède la dernière
et ses roulements d'ennui frappant à la poterne folle des villes enfouies
mais ce n'est que le prélude des forêts en marche au cou sanglant du monde
c'est ma haine singulière
dérivant ses icebergs dans l'haleine des vraies flammes
donnez-moi
ah donnez-moi l'œil immortel de l'ambre
et des ombres et des tombes en granit équarri
car l'idéale barrière des plans moites et les herbes aquatiques
écouteront aux zones vertes
les truchements de l'oubli se nouant et se dénouantet les racines de la montagne
levant la race royale des amandiers de l'espérance
fleuriront par les sentiers de la chair
(le mal de vivre passant comme un orage)
cependant qu'à l'enseigne du ciel
un feu d'or sourira
un chant ardent des flammes de mon corps.

7 comentarios:

Carilisve dijo...

¡Hola Ema!
Buen dato lo de la palabra "Negritud", se utiliza tan frecuentemente que nunca que me pregunte de donde provenía.
Lástima que no entiendo francés, a pesar que tengo mucha familia el Francia.
Un beso.

Ema Pires dijo...

Querido Amigo,
Gracias por el comentário. Cuando tenga un momento traduciré el poema para ti.
Un abrazo

ANTONIO DELGADO dijo...

Olá viva Ema.

É sempre bom recordar aqueles que acrescentaram um plus à humannidade e ao bem comum. Nos ensinaram ou melhor nos fizeram recordar que o mundo tem muitos matizes e não é de um só pensamento.

Um beijo desde Portugal
António

gasolina dijo...

Palavras acertadas em dias que se fala de liberdade.

Senti a tua falta, Amiga de Fogo.
Deixo-te um beijo imenso e um abraço forte.

PS.: Obrigado pelo link sobre o acordo ortográfico. Coloquei no Árvore!

Alice Matos dijo...

Olá Ema...
Lindo poema... linda homenagem...

Um beijinho para ti...

Ema Pires dijo...

Amiga gasolina,
Que grande alegria ver o teu comentário. Obrigada por continuar a passar por aqui, mesmo se nao o mereço muito.
Beijinhos

Ema Pires dijo...

Obrigada querida amiga Alice. És muito amável. Volta quando quiseres, sempre serás bem-vinda.
Beijinhos