viernes, 29 de junio de 2007

O meu hobby preferido: a Dansa oriental



Raks Sharki (Dança oriental)

Como é uma das coisas que eu adoro particularmente e que pratico, vou deixar aqui uma pequena postagem sobre esta arte.
Existem testemunhas escritas de descrições de bailes de Oriente Médio que datam de uns 500 anos, que parecem detalhar os mesmos passos que na actualidade. Antes disso? Os arcos, infinitos e espirais desenhados com o torso e as extremidades (movimentos básicos da dança oriental), estão sugeridos nas figuras humanas pintadas em restos de cerâmica antiga, que datam de 6.000 anos. Nas tumbas de Saqquara existem lindas imagens de bailarinas. Na Grécia antiga proliferam vestígios do que parece que foi uma grande diversidade de danças. A Ilíada descreve uma dança circular acompanhada por músicos.
Enquanto as religiões foram politeístas, a dança associava-se com a vida. Mas esta visão muda com a chegada do cristianismo.
A dança oriental chega até nós como um legado dos bailes mais antigos do mundo. Alguns investigadores relacionam a dança oriental com os ritos religiosos pré-históricos, cerimónias para propiciar a fertilidade dos campos e das pessoas.
Durante séculos as mulheres bailaram com os movimentos naturais da dança oriental. Na actualidade muitas praticam esta dança milenária, para se sentirem bem, porque expressa como nenhuma a "essência de ser mulher", e é essencialmente feminina. Bailar a dança oriental é conectar com os primordiais arquétipos femininos. Quando nos deixamos levar pela música, é fácil entrar num estado de irmandade com o universo e sentir que se transcende o tempo e o espaço, como se o nosso próprio corpo fosse uma extensão dos ritmos e melodias. Aproxima-nos à deusa que cada uma de nós leva no seu interior e ajuda também a ter maior consciência do nosso próprio corpo.
Como nos ritos pré-históricos de fertilidade, a dança descobre-nos essa parte sagrada de nós próprias, em que convivem o desejo, o afecto, o erotismo e a espiritualidade. Os movimentos circulares ou em espiral podem renovar a nossa conexão com a natureza.
No entanto, a dança oriental cria corpos terreais e fortes, porque desenvolve e fortifica os músculos e por outra parte aumenta a capacidade de coordenação da mente com o movimento; desbloqueia-se o corpo e as inibições; o corpo volta-se mais receptivo e sensível.
Existe uma grande variedade de passos, mas o que eu prefiro é o Infinito, que corresponde a desenhar círculos ou "8" com as ancas, ao som de uma música lenta. É extremamente sensual. Aconselho às minhas amigas blogueiras que o intentem. Podem começar simplesmente por um deslocamento lateral das ancas e depois intentem fazer Infinitos. Contem-me depois como foi, tá bem?
Deixo aqui umas fotografias do último espectáculo que demos com as alunas da classe de baile. Tem sempre um grande êxito e muitos aplausos. É verdade que as cores dos trajes, os brilhos, o som dos lenços com medalhas que levamos à volta das ancas e os movimentos atraem muito a atenção.
Animo todas as mulheres, seja qual seja a sua idade, gordinhas e magrinhas, a praticar esta dança.
(Adivinharam quem sou eu? Sou a que está de vermelho).

jueves, 28 de junio de 2007

Liberdade


Não sou verdadeiramente livre se privo alguém da sua liberdade.
Oprimido e opressor, são privados da sua humanidade.
(Nelson Mandela)

Sabedoria africana


O que é a verdade?
É o equilíbrio frágil que nasce do choque dos antagonismos.
É a branca espuma das ondas.
É o perfume, síntese de todos os ingredientes
que cozem lentamente na marmita.
A verdade não é monolítica.
É o enriquecimento recíproco no respeito dos contrários.
(Irénée Guilane Dioh)

miércoles, 27 de junio de 2007

domingo, 24 de junio de 2007

O MEDO


O medo é um dos maiores problemas inerentes à vida.
Ser vítima do medo é ter o espírito confuso, deformado, violento, agressivo,
em constante conflito.
Krishnamurti
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O maior inimigo do ser humano é o medo, que aparece em formas tão diversas como a vergonha, a inveja, a cólera, a insolência, a arrogância...
Qual é a causa do medo? A falta de confiança em si próprio.
Svami Prajnanpad
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A única religião que se deveria ensinar é a religião sem medo.

Swami Vivekananda

Emigrante


Ana Júlia Monteiro Macedo Sança

Emigrante
O drama começa no momento
em que nasce a ideia de partir
Aí param os sonhos
E começam os pesadelos

Emigrante!

Esta é a alcunha que te deram.
A tragédia que isso acarreta
consome anos de existência
aniquilando lentamente
castelos edificados de ilusões
que dos sonhos ainda restam.

Emigrante
Fantasia dos que ficam
Américas
Alemanhas
Franças
e outros mundos sempre iguais...
Emigrante!

Suportar esse título tão honradamente
ter que comer o pão que o diabo amassou
ser sempre forasteiro em porta alheia...
Sim, emigrante!

Emigrante = sobrevivência

Gritos de alma
ambição amordaçada
desejos frustrados...
VITA BREVIS num copo de vinho
Esquecer as amarguras
da "Terra Prometida"

Solsticio de Verano, Noche de San Juan



































La noche de San Juan, el 23 de junio, es la más corta del año en el hemisferio norte. Desde la medianoche se encienden multitud de hogueras para eliminar cualquier mal durante un año. Esta popular celebración coincide con el solsticio de verano, una de las fechas más importantes para muchos pueblos desde tiempos remotos. El solsticio de verano es, junto con el de invierno, uno de los momentos del año en los que es máxima la distancia desde el Sol al ecuador de la Tierra.

Las hogueras que durante horas permanecen encendidas van a ofrecer su luz a la oscuridad de la noche
La festividad de San Juan es de origen pagano y desde sus orígenes los pueblos de Europa ya encendían hogueras en sus campos durante la noche anterior. Con el tiempo esta fiesta se fue cristianizando. Hoy en día, son muchas las personas que aprovechan la noche más corta del año para celebrar la llegada del calor con rituales y costumbres muy diversas.

Las hogueras, el elemento principal.
La costumbre de encender fuegos proviene de antiguos cultos paganos. Cuenta la leyenda que las cenizas del fuego previenen las epidemias y curan las enfermedades de la piel. Para tener un buen año también se dice que es necesario saltar la hoguera al menos tres veces.
También se dice que es la noche de las brujas.
Yo esa noche pongo velas por toda la casa, música árabe y danzo. Mi perro me mira con cara de asombro.

miércoles, 20 de junio de 2007

Proverbio árabe



No digas todo lo que sabes,
No hagas todo lo que puedes,
No creas todo lo que oyes,
No gastes todo lo que tienes;
Porque:
El que dice todo lo que sabe,
El que hace todo lo que puede,
El que cree todo lo que oye,
El que gasta todo lo que tiene;

Dice lo que no conviene,
Hace lo que no debe,
Juzga lo que no ve,
Gasta lo que no tiene.

martes, 19 de junio de 2007

O efémero da vida


O vasto mundo: um grão de pó no espaço.

Toda a ciência dos homens: palavras.

Os povos, os animais e as flores dos sete climas:sombras.

O resultado da tua meditação perpétua: nada
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Além da Terra, além do infinito, intentava ver o céu e o Inferno,

E uma voz solene disse-me:

«O Céu e o Inferno estão dentro de ti»
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Quando já não estiver, não haverá mais rosas, ciprestes,lábios vermelhos

nem vinho perfumado.

Não haverá mais alvoradas nem crepúsculos,

alegrias nem penas.

O universo não existirá,

a sua realidade depende do nosso pensamento.


(Omar Khayam 1050 - 1122)

domingo, 17 de junio de 2007

Os Sufis







Como estão a ouvir uma música sufi, vou deixar aqui esta pequena postagem para os que não conhecem.

Esta música toca-se para o Sema, ou dança sagrada dos derviches giradores, executa-se na Semahane (sala de dança). O derviche vai vestido com uma túnica branca, a cor do luto no oriente e de um tocado cilíndrico de pelo de camelo, símbolo da pedra tumular. A mão direita levantada para o céu para recolher a graça divina que transmite à terra com a mão esquerda virada para o chão. Gira sobre o pé esquerdo traçando um círculo à volta da pista para chegar à êxtase que lhe permite unir-se a Deus. Esta dança representa a rotação dos planetas à volta do sol. O círculo também é símbolo da Lei religiosa da comunidade muçulmana e os raios simbolizam os caminhos que levam ao centro onde está a verdade suprema, o deus único que é a própria essência do Islão.

O Sufismo é uma filosofia da vida, uma fonte de conhecimento. Não é uma religião nem um culto, não é uma obrigação imposta por meio de dogmas. A Tradição Sufi é uma sabedoria antiga que está nos cimentos de todas as religiões, embora seja dissidente de todas elas.
É uma ciência actual, aplicável em qualquer momento e situação e pode ser levada por qualquer pessoa independentemente da sua condição. Não exige retirar-se do mundo e dos seus problemas, pelo contrário utiliza-os para intentar o desenvolvimento do indivíduo, adaptando-se a cada momento histórico.
Alguns dos seus mais importantes sábios e mestres chegaram a ser muito conhecidos no Ocidente, foram muito influentes na sua época e o seu conhecimento chegou até aos nossos dias: como Ibn Arabi, nascido na Múrcia muçulmana do século XII, Omar Khayyan poeta Persa também do século XII e Rumi, místico e visionário do Afeganistão do século XIII.

La diferencia



La diferencia, la contradicción,
deben subsistir, pero eso no significa que debamos odiarnos,
que debamos hacernos la guerra
Swanmi Vivekananda

sábado, 16 de junio de 2007

Je reviendrai (Vou Voltar) poema de L. Sedar Senghor


Je reviendrai
Je viendrai, mon Seigneur élancé,

Je viendrai,
Toute fervente et frémissante de ma longue attente
Et bientôt toute engourdie de bonheur.
Je viendrai, mon Ami,
Je viendrai,
Je vois tes gestes, je vois tes yeux.
Je me laisserai submerger sous tes caresses
Profondes.
Je viendrai, mon Aimé,
Je viendrai.
Je toucherai tes mains fortes et fines,
Tes paupières lourdes,
Et je serai la proie de ta bouche violente.
Je viendrai, mon Aimé,
Je viendrai.
Ton amour m'est chose si intime, si dense,
Que je le sens en moi net comme couteau de jet,
Mais mêlé à mon moi,
Mais confondu désormais avec le sang de mes veines.

Tradução para minhas amigas e amigos portugueses.

Vou voltar

Vou voltar meu Senhor esguio
Vou voltar
Ardente e palpitante pela minha longa espera
E já quase embotada de felicidade.

Vou voltar meu Amigo,
Vou voltar,
Vejo os teus gestos, vejo os teus olhos,
Vou-me deixar submergir pelas tuas carícias
Profundas.

Vou voltar meu Amado,
Vou voltar
Tocarei as tuas mãos fortes e finas
Tuas pálpebras pesadas
E serei presa da tua boca violenta

Vou voltar, meu Amado,
O teu amor é para mim tão íntimo, tão denso,
Que o sinto em mim como um punhal
Misturado a mim
Mas agora confundido com o meu sangue.

Les étoiles (Las estrellas)


Soleil, lune, étoiles
Au ciel il y a beaucoup d'étoiles;
il y a des tribus entières,
hommes, femmes, enfants,
depuis longtemps devenus étoiles.
Tradition bochiman

Sol, luna, estrellas
En el cielo hay muchas estrellas;
hay tribus enteras,
hombres, mujeres, niños
que desde hace mucho se han vuelto estrellas.
Tradición bochiman

jueves, 14 de junio de 2007

Deserto










Deserto




Hoje tenho vontade de falar aqui da minha paixao pelos desertos. Quem conheça algum saberá do que estou a falar. São cores sublimes, nunca iguais. Contrastes de cores desde o preto ao roxo, passando por todos os tons do ocre. E sobre tudo, o silêncio e essa sensação da nossa pequenez na imensidade. As noites com um céu negro e milhares de estrelas, que parece que podemos apanhar com as nossas mãos. E o ruído ligeiro da areia das dunas a escorregar.

Mas também é uma parada num oasis, para descansar, comer as mais deliciosas frutas e admirar as mais belas rosas que tenha visto nunca.


A areia do deserto é para o viajante fatigado o mesmo que a conversa incessante para o amante do silêncio.

Provérbio persa

sábado, 9 de junio de 2007