miércoles, 8 de abril de 2009

Arte e Natureza (As tribos do OMO, Etiopia)



As tribos do OMO vivem num grande vale situado entre Etiópia, Sudão e Kénia, por onde passa o rio Omo. Esta região vulcânica do grande vale do Rift, que lentamente se separa de África, oferece uma paleta imensa de pigmentos, ocre vermelho, caulim branco, verde cobre, amarelo luminoso ou cinzento.
Com um corpo esbelto de dois metros de altura este povo dá livre curso aos seus dotes artísticos. A força da sua arte está nas mãos, na velocidade e na liberdade.
O vale baixo do Omo, situada na parte baixa do lago Turkana, foi declarado Património da Humanidade em 1980. Existe neste lugar um jazigo paleontológico entre os mais importantes de África. Contém restos de hominídeos de entre 1,7 e 4 milhões de anos, entre eles os fósseis mais antigos conhecidos do Homo Sapiens, de uns 195.000 anos.



(Fotografias de Hans Silvester)

lunes, 6 de abril de 2009

lunes, 2 de marzo de 2009

O Kilimandjaro





O Kilimandjaro, (do swahili Kilima Ya Njaro, montanha do esplendor), é um vulcão apagado situado a norte de Tanzânia, na fronteira de Kenya. Está composto por três vulcões distintos: o Shira, a oeste, o Mawenzi a leste e o Kibo (neve em swahili), onde se encontra o pico Uhuru – ponte culminante das montanhas africanas, de 5.895 m de altitude. Estes três vulcões fazem parte do grande rift, de 50km, que se formou progressivamente entre 1,8 milhões e 10.000 anos. O Kilimandjaro tem uma superfície de 388.500 hectares.
O cume do Kilimandjaro está coberto por uma calote glaciar (Furtwängler). Esta calote glaciar está actualmente ameaçada de desaparecer devido ao aquecimento climático. Se em 1900, a sua superfície era de uns 12km², actualmente só mede aproximadamente 2 km².
A existência de neves eternas em África foi descrita por geógrafos da antiguidade, como Ptolomeu, mas sempre contestada pelos europeus que pensavam que não se podia formar neve num lugar tão quente? Esquecendo que a cume está a 5 km do solo. Mas só em 1861 é que começaram a aceitar que efectivamente havia neve no Kilimandjaro.

jueves, 5 de febrero de 2009

Vulcões de África (V) O Erta'Ale (Etiopia)



Não há vegetação. Quando a formação das bolhas de lava cria uns filamentos finos que parecem cabelos, chamados “Cabelos da Deusa”. É uma espécie de lã de vidro mineral,



O Erta'Ale cujo nome significa «a montanha que deita fumo» é um vulcão escudo situado no triângulo Afar na Etiópia, na depressão do Danakil (até 120 m por baixo do nível do mar). É um vulcão activo de 613 m de altitude com uma base de 30 km de diâmetro.
A cadeia do Erta'Ale, a maior a e mais característica das cadeias axiais do Afã (de norte a sul, mais de 95 km e 42 km de largura), abarca seis edifícios vulcânicos: Erta Alé, Gada Alé, Alu-Dala Filla, Borale Alé, Hayli Gub, Alé Bagu.
Esta zona desértica sem nenhuma vegetação é o domínio das lavas com uma série alcalina completa, desde basaltos e basaltos picriticos (ricos em fenocristais de olivina) até riolitos e traquitos e termas intermediárias.
O Erta Alé é um dos raros vulcões em actividade com um lago de lava em fusão permanente. A cratera Sul tem um diâmetro de 140 m, com uma profundidade de uns 90 metros.

sábado, 31 de enero de 2009

Vulcões de África (IV) O Pico do Fogo (Cabo Verde)






Nesta série sobre vulcões, não podia faltar o vulcão do Fogo. Este é o meu preferido e o que conheço melhor por lá ter estado muitas vezes. É para mim um lugar absolutamente mágico. A última erupçao teve lugar em Abril de 1995.

A ilha do Fogo é toda ela um enorme estratovulcão, cónico de ladeiras íngremes que culmina a 2.829 m por cima do nível do mar, isto é, a uns 8000 m por cima do fundo oceânico.

Mas não foi sempre assim. Durante várias dezenas de milhares de anos, a ilha vulcão, que era então um vulcão-escudo, culminava a 3.500 ou 4.000 m de altitude. Há mais de 10.000 anos, após a queda de uma gigantesca câmara magmática ou a criação de grandes fracturas Norte-Sul e a multiplicação dos dykes de alimentação deste estratovulcão, ou com a variação do nível do mar, ou tudo junto, um enorme volume de materiais colapsou e caiu no mar para Leste. Isto deve ter provocado tsunamis. Ficou uma enorme caldeira aberta para o mar de uns 10 km de diâmetro. Do vulcão primitivo permanece actualmente na caldeira um pequeno pico chamado Monte Amarelo. A pouco e pouco apareceu um novo sistema vulcánico: o Chã das Caldeiras actual. O Pico do Fogo é o cone mais importante.

Uma falésia em meio círculo de 800 a 1.000 m altura e de 20 km de comprimento, a Bordeira; um cone perfeito ladeado de vulcões adventivos; uma planície negra com vários picos vulcânicos, fumarolas, campos de lavas torcidas, vides, que dão o famoso Vinho do Fogo, campos e duas minúsculas aldeias (Portela e Bangaeira), num cenário negro, mágico e magnífico.

jueves, 29 de enero de 2009

Vulcões de África (III) O Nyiragongo





O Nyiragongo é um vulcão situado na República Democrática do Congo. Numa das suas ladeiras está a cidade de Goma. O nome deste vulcão significa “deita fumo”. Tem uma altura de 3465 m.
Está no Rift africano e faz parte de uma cadeia vulcânica chamada Virunga, que compreende oito estratovulcões. O Nyiragongo é o único vulcão activo.
Existem diferentes tipos de vulcões com várias formas de cones e torrentes de lava. O Nyiragongo é um estratovulcão. Tem um cone formado por vários torrentes de lava e camadas constituídas por projecçoes, como as cinzas e os lapilis, chamados camadas piroplásticas.
É um dos mais activos do mundo e entrou em erupção mais de 50 vezes nos últimos 150 anos. Em 2002 um rio lava destruiu 40% da cidade de Goma.

domingo, 25 de enero de 2009

Vulcões de África (II) Ol Doinyo Lengal (Tanzânia)




O Ol Doinyo Lengai é um vulcão que se encontra situado a Sul do lago Natron, no extremo sul do braço oriental do Grande Vale do Rift, a noroeste da Tanzânia.
O Ol Doinyo Lengai é famoso por ser o único vulcão a ter lançado tefra (magma) e lavas cuja composição de carbonatos é única. Com uma viscosidade bastante semelhante à da água, devido ao baixo consumo conteúdo de sílice, esta lava é a mais fluida do mundo, e também a mais fria, com temperaturas de só 590ºC. Esta lava flui negra durante o dia, arde com uma cor vermelha intensa de noite e volta-se branca quando entra em contacto com a água.

Ol Doinyo Lengai significa em língua masai a "A montanha de Deus".

lunes, 19 de enero de 2009

Vulcões de África (I) O vulcão Dallol (Etiopia)



O deserto de Danakil, situado dentro da depressão de Afar, na parte oriental de Etiópia, é um dos pontos mais quentes e mais inhóspitos do planeta com temperaturas diurnas que podem chegar a 60 graus centígrados. Nesta zona situada a uns 60 metros por baixo do nível encontra-se o vulcão Dallol, que oferece uma paisagem espantosa, com fontes ardentes com uma gama de cores brilhantes incríveis. Vão de cor de laranja até ao verde, passando pelo branco e o amarelo vivo, devido ao enxofre e a outros minerais. Estas formações de minerais que saem das entranhas da terra criam um panorama que parece de outro planeta.



Esta depressão está habitada desde sempre pela etnia Afar, cuja principal actividade é a extracção do sal. As gigantescas caravanas de sal que cada dia atravessam o deserto, também são um espectáculo em si próprias.

Foi na depressão de Danakil, que alcança os 380 metros por baixo do nível do mar que foi descoberto em 1947 o famoso hominídeo “Lucy”, datado de 3.2 milhões de anos.

Esta será uma série sobre vulcões de África. Adoro os vulcões, atraem-me e quando posso vou visitar algum. Tenho em minha casa uma série de lavas trazidas de vários sítios.
são experiências inesquecíveis; momentos onde parece que estamos muito próximos da nossa mãe terra, fonte de vida, mas também de destruição.