jueves, 28 de agosto de 2008

Reinos Africanos: O Império de Ghana


Máscara de ouro antiga






Conhecido pelo nome de Wagadu, foi levantado pela tribo dos Soninkés durante o século IV. Os europeus e os árabes chamaram o Império de Ghana pelo título do seu rei, Ghana, que significa rei guerreiro. Wagadu significa terra de rebanhos (waga = rebaño, du = terra).
O Império de Ghana, um dos reinos africanos mais poderosos do seu tempo, baseava a sua economia na agricultura e no gado e também no comércio transahariano e as actividades artesanais. Desde o século VIII até ao século XII o império de Ghana fornecia ouro que servia depois para cunhar os dinares das dinastias islâmicas da África mediterrânica. Por outro lado o comércio do sal e o seu monopólio pelos reis de Ghana foi outra das bases económicas deste império que controlava o comércio com os países negros do Sul. Depois do ouro e do sal, Ghana proporcionava ao comércio transahariano escravos, marfim e borracha, e recebia do Norte, cobre, trigo e produtos de luxo, como pérolas e tecidos. Na época do seu máximo esplendor o Ghana chegou a ter, segundo fontes árabes, um exército de 200.000 homens, dos quais 40.000 eram arqueiros. Mas todas estas estruturas não puderam parar os Almoravides que em 1076 ocuparam a capital, rompendo a unidade do império que a partir de então ficou seccionado numa parte Norte muçulmana, controlado pelos almoravides e uma parte Sul - soninke – onde se refugiaram os não muçulmanos e que por sua vez, devido às suas riquezas auríferas, foi conquistada pelos reis de Sosso, até ao século XIII fazer parte do Império de Mali.

jueves, 21 de agosto de 2008

Proverbio árabe



Para hacer una pequeña transición hacia lo que me gusta poner en este blog, después de este vídeo tan terrible sobre el masacre de delfines, aquí dejo este pequeño pensamiento:

"La crueldad es la fuerza de los cobardes"


Proverbio árabe

viernes, 15 de agosto de 2008

Massacre de golfinhos no Japão - Massacre de dauphins au Japon - Masacre de delfines en Japón - Massaker von Delfinen in Japan - Massacre of dolphins


Hoje ponho algo bastante difícil de ver no meu blogue.
Este vídeo é absolutamente terrível. Também deixo aqui o link para assinar e tentar entre todos parar esta barbaria.
Foi difícil para mim ver o vídeo até ao fim e fiquei mesmo doente depois.
Só peço aos meus amigos que assinem.
Os golfinhos são mamíferos, como nós. São seres inteligentes e sensíveis.
Não posso entender como se pode acabar com um destes seres desta maneira. Cortados aos pedaços ainda vivos.
Se existe um paraíso, sei que estarão aí, nadando num oceano imenso, para sempre felizes, longe dos homens.

Este vídeo veio acompanhado do texto seguinte que deixo aqui:
"Impressionante!

O link que de seguida se apresenta contém, para mim, algumas das mais
chocantes imagens que vi até hoje. São imagens de golfinhos, esses
seres amorosos que os pais mostram aos filhos no jardim zoológico e
sobre os quais já se fizerem várias séries televisivas e inclusive
filmes. Se chorarem não faz mal. É sinal de que vão revoltar-se e vão
reencaminhar para o máximo de nº de pessoas possível. O Japão,
auto-intitulado de paladino do desenvolvimento deveria baixar os
olhos de vergonha e agir. E a comunidade internacional não será menos
culpada ao permitir tal cobardia. Quanto a nós, o pior que podemos
fazer é não fazer nada. Se colaborarmos na divulgação destas imagens,
quem sabe, um dia, a voz colectiva dos que não aceitam este
sofrimento seja ouvida."

Por favor, assinem a petição http://www.glumbert.com/media/dolphin
Por favor firmar la petición
Signez s'il vous plaît

lunes, 4 de agosto de 2008

A Kora e os griots



Os músicos de kora vêm historicamente de famílias de griots que passam a sua arte aos seus descendentes e também aos das tribos mandinka.
Este instrumento toca-se em Mali, Guiné, Senegal e em Gâmbia. O intérprete de kora tradicional é chamado “Jali”, que equivale ao bardo ou historiador local.
Jali é o nome dos membros da casta dos griots; genealogistas, contadores e músicos profissionais da sociedade mandingue, um importante grupo étnico da África de Oeste. Podem ser comparados com os trovadores da Europa a Idade Média ou os Bardos celtas. Desde há muitos séculos foram músicos na corte dos reis, e também eram conselheiros e diplomatas.

As koras tradicionais têm 21 cordas, das quais, 11 se tocam com a mão esquerda e 10 com a direita. Por outra parte podem-se encontrar koras modernas, feitas na região da Casamance no sul de Senegal, às que se acrescentam até quatro cordas de baixo (bordões).
Tradicionalmente, as cordas faziam-se com tiras finas tiras de couro, por exemplo de antílope. Actualmente, a maioria das koras utilizam cordas de harpa o fio de nylon, que por vezes são trançadas para criar mais grossas.
Este instrumento afina-se deslocando uns anéis de couro ao longo do cavalete. Por meios deste anéis, o intérprete de kora pode afinar o instrumento em uma das 4 escalas de sete notas. Estas são próximas às escalas, maior, menor, e escala lydian.

A aprendizagem dos músicos começa aos 5 anos e são educados pelo pai, um tio, um irmão mais velho ou outra família de Dialis. Quando crescem e dominam as técnicas instrumentais e o repertório complicado das canções, dos acompanhamentos instrumentais, o elogio dos nomes dos clãs, as façanhas históricas, os mitos e os provérbios do Dialiya, todo este conhecimento é executado com muita improvisação. O repertório clássico é muito rico e algumas canções datam do período de Soundiata, o grande rei mítico do Império de Mali no século XIII.
Actualmente, devido à desintegração das estruturas tradicionais, os dialis não encontram facilmente "mecenas", para os financiar. Dependem de prestações públicas como músicos, em festas, emissões de rádio e para turistas. Muitos músicos conhecidos como Mory Kante ou Salif Keita são descendentes de famílias de griot mas poucos conseguem ser tão conhecidos. A tradição clássica de dialiya é cada vez mais modificada por influências de músicas modernas ocidentais e a música pop Afro com instrumentos ocidentais.Mais felizmente, muitas experiências multiculturais são realizadas pela jovem geração.
Entre os músicos que utilizam este instrumento pode-se encontrar:

miércoles, 30 de julio de 2008

Proverbios



Quando não existem inimigos interiores
Os inimigos exteriores não nos podem ferir
(Provérbio africano)



Mesmo a melhor das cobras é uma cobra.
(Provérbio árabe)

jueves, 24 de julio de 2008

Poema bambara (Mali)



En un largo poema "Monzón y el rey de Kore", que narra la epopeya de Segú, perteneciente a los Bambara de Malí, hay un fragmento hermoso de amor femenino:

¿Cuántas mujeres enamoradas han desafiado
las tinieblas de la noche, y marchando contra sus deberes,

arrastrando su honor por el barro,

han ido a buscar al hombre de su alma,

el que ellas hubieran querido desposar?
No soy sino una más.
Vengo sin vergüenza a golpear en la puerta de tu corazón.

Ábrela para que yo entre, o hazme apuñalar

Para al menos morir entre tus brazos.

jueves, 17 de julio de 2008

Formas musicais de Cabo Verde

Cabo Verde, ao longo da sua história, elaborou uma música tradicional de uma surpreendente vitalidade, recebendo, mesclando, transformando e recriando elementos de outras latitudes, que acabaram por dar origem a géneros fortemente caracterizados e enraizados no seu universo. Os ritmos assim nascidos traduzem toda a idiossincrasia deste povo e constituem, antes de mais, verdadeiras crónicas vivas e expressivas da sua vida, como companheiros de trabalho, exprimindo a alegria, a nostalgia, a esperança, o amor, o apego à terra, os problemas existenciais bem como a própria natureza. É assim, que vamos encontrar muitos géneros vocais e instrumentais comuns a várias ilhas; outros próprios de uma só ilha, de duas ilhas vizinhas ou mesmo distantes; quase todos eles monódicos, às vezes, em uníssono e a solo.

Nas ilhas agrícolas, nomeadamente Santo Antão, São Nicolau. Santiago, Fogo e Brava, onde o homem cuida da terra que lhe dá o pão para o seu sustento, decerto à custa de dificuldades várias, iremos encontrar as cantigas agrícolas umas vezes doloridas outras alegres.
São as dolentes e plácidas Toadas de Aboio (“colá boi”) em que o homem acompanha o boi ligado ao "trapiche" preso ao seu destino. São melodias verdadeiramente plangentes e profundas, muitas vezes em gama pentatónica, em Santo Antão e na Brava. Nesta última o canto não está ligado ao "trapiche" mas sim às épocas de “monda” e tomam o nome de Bombena.
No livro Cantigas de Trabalho, Osvaldo Osório escreve: "Este canto é usado mais precisamente na altura da plantação da batata-doce". E acrescenta: "[...] estas cantigas normalmente nostálgicas e cujos motivos são a saudade e o amor, a despedida para a terra longe, chegam a ser uma forma de emulação no trabalho".

São também as cantigas ligadas aos sementeiros ou Cantigas de Monda que se dividem em cantigas de guarda de pardal (ou ’enxotar o pardal’), de guarda dos corvos e das galinhas-de-mato que se encontram nas ilhas de S. Nicolau, St. Antão, S. Tiago e Fogo.
Às vezes estes cantos têm uma estrutura melódica mais ou menos elaborada, com intervalos não muito grandes e, outras vezes, são verdadeiros cantos recitativos, ou então, frases declamadas com nuances expressivas que hoje, com a falta de chuva, já quase não são cantadas. Para além dessas cantigas de trabalho ligadas à terra, existiam também, embora numa escala reduzida, Cantigas Marítimas que retratavam fielmente a fisionomia do cabo-verdiano; o género de ocupação e a sua dependência e ligação com o mar.

O Funaná é um género musical de Cabo Verde originário da ilha de Santiago com acordeão. Diz-se que a origem do termo "Funaná" vem de um homem que se chamava Funa e tocava gaita (acordeão) e de uma mulher chamada Naná que tocava ferrinho. O "Funaná" nasceu no interior da Ilha de Santiago, na República de Cabo Verde. Antigamente, qualquer que fosse a festa (um casamento, um baptizado, uma festa religiosa era sempre ao som do "Funaná".
De acordo com pesquisas feitas junto de pessoas mais velhas, em algumas localidades do interior de Santiago, o Funaná antigamente era chamado de ’badjo gaita’. O movimento mais lento era chamado de Samba, o Funaná dançava-se quase como o Samba do Brasil.
De Santiago, o Funaná viajou para as outras ilhas onde é muito apreciado. Dança-se aos pares com movimentos do quadril cadenciados, sensuais e vivos. A Morna é uma forma musical de Cabo Verde. Este género musical tem por espinha dorsal a "Sodadi" - Saudade. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra (ter que partir e querer ficar).

A Tabanka é um género musical e uma manifestação cultural genuíno Cabo-verdiano. Da ilha de Santiago (também existente na ilha do Maio), é um agrupamento muito complexo, provavelmente de origem africana. O ritmo da Tabanca é binário, executado por tambores, cornetins e búzios, estes geralmente em três registos diferentes (grave, médio e agudo) responsáveis pelo ostinato rítmico-melódico, cuja tessitura geralmente é de uma sexta.
A Mazurca é uma dança tradicional de origem polaca, feita por pares formando figuras e desenhos diferentes, em compasso de ¾ e tempo vivo. Característico é o ritmo pontuado, com acento típico no 2º e 3º tempo do compasso. É semelhante com Oberca, que é a variante muito rápida.
Era frequentemente utilizada pelos compositores da Polónia da era romântica, como Chopin, Moniuszko ou Wieniawski. Na Polónia já não se dança a mazurca, mas em Cabo Verde ainda hoje é dançada e tocada em quase todas as ilhas com incidência nas de Santo Antão, São Nicolau e Boavista. No Fogo existe o Rabolo, que é uma variante da Mazurca.
O Batuque, de origem africana, que surge em Cabo Verde provavelmente só na ilha de Santiago (existente também no Brasil, através da ida dos escravos, e nos Açores, na ilha de S. Miguel), é executado num ritmo de tempo binário mas de divisão ternária, marcado pela percussão das ’tchabetas e palmas’, às quais se juntam o canto e a dança.
Diz-se que o Batuque é uma variante do ritmo de “San Jon” . Esta teoria tem a sua razão de ser na medida em que este, inicialmente de ritmo binário, (no Brasil este ritmo manteve-se) isto é, num compasso binário simples de dois por quatro, transformou-se no mesmo ritmo de San Jon que é o compasso composto de seis por oito, pois são compassos correspondentes, cada compasso simples corresponde a um compasso composto e vice-versa.
No “San Jon” o andamento é mais acelerado e a poliritmia é mais complexa. Finaçon é uma melopeia que consiste num encadeamento de provérbios ou assuntos do quotidiano, declamados, com inflexões vocais, no ritmo de batuque, quase sempre improvisados no momento e normalmente cantado por uma mulher. Esses improvisos podem arrastar-se durante horas.
A Valsa, também no ritmo ternário com o primeiro tempo acentuado, é de origem francesa, baseada na galharda provençal que se dançava dando voltas (donde valsa) com o corpo. Os alemães atribuem a sua origem na Allemande (forma musical). Os austríacos, sobretudo os vienenses, cultivaram-na a tal ponto que graças aos compositores Strauss, se tornou numa dança quase nacional.
Em Cabo Verde esta foi muito cultivada pelos músicos e compositores podendo, ainda hoje ouvir-se algumas das valsas antigas ou mesmo feitas pelos músicos actuais.
A Coladeira, no ritmo binário e de andamento mais moderado que o Funaná, segundo alguns cabo-verdianos, apareceu nos anos cinquenta em Cabo Verde.
É tocada e dançada sendo também companheira das noites cabo-verdianas. É chamada, por algumas pessoas mais velhas, de ’Contra-Tempo’, apesar de o termo ’Contra-Tempo’ significar fora de tempo, em que a acentuação cai no tempo fraco.
A Coladeira varia no ritmo, de acordo com influências sofridas, sobretudo das músicas latino-americanas e brasileiras e mais recentemente o Zouk, este último muito apreciado pelos jovens nas discotecas. O Kolá Sana Job é o Jogo dos tambores e dos apitos no dais de São João, ligado ao ritual da fertilidade da terra no solstício de verão. Os pares batem-se cadenciadamente entre si. Dança da Umbigada. Outro género cultivado em Cabo Verde com tendência para o esquecimento, diz respeito à geração infantil.
Aqui encontramos as Cantigas de Roda e as Lenga-Lengas cantadas, ou em forma de jogos rítmicos, com percussão corporal
É verdade que muitos podem dizer, e têm dito, que elas não nos pertencem, porque são portuguesas e/ou de outra cultura. Porém acabaram por se tornar numa "coisa nossa". Foram adoptadas pelos nossos tetravós e bisavós e muitas delas foram recriadas como é o caso de "pirolito qui bate qui bate" à qual se acrescenta uma estrofe em crioulo. Tornaram-se nossas, tal como os instrumentos de corda que utilizamos para tocar a nossa música: o violão, o violino, o cavaquinho, etc., que vieram de fora e que acabaram por ser perfilhados.
CURIOSIDADES
Os instrumentos tradicionais utilizados na música cabo-verdiana dividem-se em cinco grupos:
Idiofones: reco-reco, chocalhos, ferrinho, panos;
Membrafones: tambores, bateria, percussão;
Aerofones: flautas, búzios, instrumentos de sopro;
Cordofones: violino, violão, cavaquinho, cimboa, guitarra portuguesa;
Electrofones: órgão eléctrico, guitarras eléctricas, sintetizadores.

SALETT NOGUEIRA



sábado, 12 de julio de 2008

Marina d'Or o el colmo del mal gusto












Marina d’Or: El colmo del mal gusto, o como destrozar un bonito paisaje.
Marina d'Or es un complejo turístico de masas, implantado en varios lugares del mundo. Pasé allí dos días y tres noches, en este caso en Oropesa del Mar, provincia de Castellón. (Fui a trabajar allí).
Había oído hablar (mal) del sitio, pero la realidad es todavía peor de lo que me habían contado. Es mucho más cutre.
Saliendo del pueblo de Oropesa, pasamos a otra dimensión: un Disneyland gigante. A la entrada hay un "monumento” que da la bienvenida al pobre turista despistado. Se trata de una especie de cuerno de plástico inmenso, de color plateado con toques de colorines chillones. A cada lado de la carretera, bloques de apartamentos –moles- que parecen colmenas; la mayoría vacíos, y eso que estamos en julio, periodo vacacional. Siguiendo por esa vía hay más de esos “monumentos” que son el colmo del mal gusto. El artista debía estar inspirado.
Llego al hotel, y está decorado al estilo de lo que había visto antes: Columnas de tipo egipcio, pintadas con guirnaldas de colores chillones, contrastando con unos cajones en el techo con una reproducción de la Creación del mundo de Leonardo da Vinci, a modo de la Capilla Sextina, pero en cutre, rodeada de otras pinturas barrocas, imitando no sé bien que pintor. El conjunto es para gritar. La guinda en el pastel es un candelabro de plástico.
El balneario, entrevisto desde en hall, está rodeado de columnas gigantes de estilo egipciogrecorromano. Por lo visto es lo que le gusta al “artista”.
Fuera del hotel también hay un jardín, con templos de cartón piedra, esculturas de plástico de colores chillones, una vez más, bancos con cabezas de perro, de tortuga o de pingüino, imitando un poco el estilo de Gaudi; en cutre también.
Por la noche, las calles están iluminadas como si fuera Navidad; En un momento en que hay que economizar la energía, esta gente no se ha enterado.
Me pregunto porque este tipo de sitios de turismo de masas son de tan mal gusto ¿Será que las personas con bajo nivel económico no se merecen otra cosa? Eso es lo que debe pensar esta gente de Marina d’Or, y en particular el “artista” que ideó semejante bodrio. Todo aquí es feo y deprimente.
Mi humilde consejo: No ir.

domingo, 6 de julio de 2008

Pensamento africano



A natureza e a qualidade da nossa relação com o mundo são grandemente tributárias da percepção que temos de nós.


Aminata Traoré
(Socióloga; foi ministra da cultura e do Turismo de Mali)

viernes, 27 de junio de 2008

ILHA DO FOGO




Mapa da Ilha do Fogo


O vulcão tem uma altura de 2829 m

São Felipe

Praia

Crianças de Chã das Caldeiras


Em chã das Caldeiras está este pitoresco hotel.

Uma casa típica


Uvas que dão um vinho com um sabor muito particular



Quero dedicar esta postagem ao meu pai, que já não está. Ao meu avô, Henrique Pires, dito “Tongon”, que com o seu duro trabalho acabou por ser um dos mais ricos da ilha.
Esta é a ilha do meu pai, onde ele passou a sua infância e da qual me contava muitas histórias de personagens pitorescos, como o Nho César, o professor da escola primária, que devia ter muita dificuldade em manter a disciplina.
Cada vez que o meu pai estava perto do mar, olhava para o horizonte, como procurando ao longe a sua amada ilha. Uma ilha espantosa onde o mar está sempre presente. Um mar bravio, de um azul intenso, que bate contra as rochas negras ou que se funde em espuma branca nas areias vulcânicas. Paisagens lunares ou verdes, onde crescem vinhas, café, linho, árvores de fruto...Para mim, o melhor lugar do mundo.


lunes, 23 de junio de 2008

Noche de San Juan - La noche de las brujas




La celebración del solsticio de verano es tan antigua como la humanidad. En un principio se creía que el sol no volvería a su esplendor total, pues después de esta fecha, los días era cada vez más cortos. Por esta razón, fogatas y ritos de fuego de toda clase se iniciaban en la víspera del pleno verano, o 20 de junio, para simbolizar el poder del sol y ayudarle a renovar su energía.

En tiempos posteriores se encendían fogatas en las cimas de las montañas, a lo largo de los riachuelos, en la mitad de las calles y al frente de las casas. Se organizaban procesiones con antorchas y se echaban a rodar ruedas ardiendo colinas abajo y a través de los campos.


También es la "Noche de las brujas". Que no eran otra cosa que mujeres sabias que conocían las plantas y las utilizaban para curar. Estas mujeres fueron perseguidas por la Inquisición.
La caza de brujas alcanzó su clímax entre los siglos XV y XVII, siendo para el siglo XVIII sólo un recuerdo.

Durante la Alta Edad Media este criterio se deja de lado, se niega que hubiese verdad detrás de las supersticiones. Ejemplo de esto, el fragmento existente del Canon Episcopi del siglo IX, donde refiriéndose a creencias populares sobre ciertas mujeres adoradoras del diablo, que participan en cabalgatas nocturnas, dice lo siguiente: "De hecho, una innumerable cantidad de personas, engañadas por esta falsa creencia, considerando estas cosas verdaderas, se desvía de la justa fe y cae en el error del paganismo porque termina afirmando la existencia de alguna otra divinidad o potencia sobrenatural además del único Dios. Es por eso que los sacerdotes en sus iglesias deben predicarle al pueblo continuamente para hacerle saber que ese tipo de cosas son enormes mentiras y que estas fantasías son introducidas en las mentes de hombres sin fe no por el espíritu divino, sino por el espíritu del mal" (8). Si bien este valioso documento negaba a la brujería realidad física, condenaba a quienes creían en ella, preparando el camino para la oleada de represión que ocurriría siglos después. Además su descripción del vuelo nocturno contribuyó a extender y fijar el concepto histórico de sabbat.

Los oficios que ejercía de partera y curandera, la colocaban en un terreno peligroso, pues ambos estaban asociados con prácticas diabólicas. Castañega en su Tratado escribe sobre las parteras: "... (Satanás) hace que los ministros, en la más sutil y secreta manera que pueden maten niños, como lo hacen muchas parteras brujas..."

La recolección de plantas, el conocimiento de su papel terapéutico y su empleo para sanar enfermedades era transmitido de generación en generación a través de la línea femenina. Por siglos estas mujeres cumplieron un importante papel en sus comunidades. Eran las encargadas de mantener y transmitir conocimientos ancestrales, pero la construcción del modelo cristiano de superstición, hizo de ellas objeto de sospecha, colocándolas al margen de la sociedad, en la posición de agentes del diablo. De tal manera que, ante una situación de malestar social, como carestías, pestes, guerras - como era la de fines del siglo XVI en Italia, época en que vivió Gostanza - las hacía las víctimas seguras de una persecución. Posiblemente la envidia y los celos hayan sido los móviles que llevaron a sus vecinos (y posiblemente a médicos) a denunciarla. El hecho de que varios niños a los que ella ayudó a nacer hubiesen muerto, motivó la oleada de denuncias en su contra. Su condición de miembro reciente de la comunidad, sin raíces en el pueblo, la hacía doblemente sospechosa.

La persecución de la brujería fue sin duda uno de los mecanismos puestos en marcha con el fin de destruir la cultura popular, y sus antiguos saberes. En los procesos de brujería se destaca una gran mayoría de mujeres acusadas y esto era así porque las mujeres eran precisamente las encargadas de custodiar esta sabiduría popular. Ellas eran las que presidían veladas nocturnas – posiblemente de aquí se derive la imagen del sabbat - que constituían unos de los mecanismos más tradicionales de transmisión cultural en el campesinado. Veladas en las que, junto al relatos de cuentos y de sucesos pasados, se enseñaban costumbres morales o se transmitían saberes sobre plantas y astros. El universo mágico se entremezclaba con la percepción popular del mundo. José Luis Romero en La cultura Occidental, planteaba que la realidad e irrealidad se confundían y entrecruzaban constantemente en la mente del hombre medieval, donde el sentimiento mágico del germano o la adivinación de lo misterioso que anidaba en los antiguos celtas pervivía, mezclándose con el dogma cristiano. Todo esto daba como resultado un rico mundo mítico (26).

Esta persecución termina prácticamente para mediados del siglo XVIII. En Inglaterra la última ejecución se registra en l684, en Estados Unidos en l692, en Francia en 1745 y en Alemania en 1775 (29).


Fuente: M. Teresa Fuster.

sábado, 21 de junio de 2008

No hay lágrimas


Aquí estoy
Delante de mi esta inmensidad, como petrificada.
No siento nada más que dolor.
Ya no puedo apreciar tanta belleza
Y me gustaría volar y fundirme en el horizonte.
Pero ya no hay horizonte.
Dentro de mi todo está oscuro.
El sol se apagó.
Solo queda el lento deslizar de este gigantesco reloj de arena.
Dunas, movedizas, suelo inerme, sin vida
Vacío, como la nada que habita mi alma.
Ya no hay lágrimas… Porque ya no hay vida.
Publicado por Ema Pires, el 21.06.2008

miércoles, 18 de junio de 2008

Poema Senegalês



Le Cimetiere De Marmu Yaa

Les dunes marines ne sont pas des tombes
Nos cimetieres sont lacustres

L'ombre ici a mille ans

Et les sources ou viennent boire nos morts

Creusent des lits séculaires


Version Originale En Wolof

Suufas been du
bammeel
Armeelu Mar Mu Yaa

Daf di cosaan

Dundub ruu ci biir suuf
Askan wu yagg

la namp.

Muusaa Ka
Grand poete Wolof du Baol
Traducción al Español, pedida por mi amigo Carilisve.
(Sus deseos son órdenes)
El cementerio de Marmu Yaa
Las dunas marinas no son tumbas
Nuestros cementerios son lacustres
Aquí la sombra tiene 1000 años
Y las fuentes donde vienen beber los muertos
Excavan lechos seculares

miércoles, 11 de junio de 2008


Mi amigo Carilisve me dejó este pensamiento de Irénée Guilane Dioh. Lo dejo aquí, porque me gustó mucho.


Cada ser llama a tu puerta trayéndote su enigma. Si estás disponible te inundará con su riqueza".

sábado, 7 de junio de 2008

Pensamentos africanos


Verás no templo do teu céu um rosto de luz,
O teu rosto meu irmão, minha irmã, cintilante entre o pó de estrelas humanas.
Tu és uma estrela. Não te esqueças disso. Levanta os olhos.

*******

O que é a verdade? É esse equilíbrio frágil que nasce do encontro dos antagonismos. É a branca espuma das ondas. É o perfume, síntese de todos os ingredientes que cozem lentamente na marmita. A verdade não é monolítica. É enriquecimento recíproco no respeito dos contrários.
Irénée Guilane Dioh
Nascida em 1948, IrénéeGuilane Dioh é senegalesa da tribú Serere.
Escritora e investigadora da cultura e da língua serere de Faajut em Senegal.

jueves, 5 de junio de 2008

Sabidurías - El viaje


Lo que vamos a emprender juntos es una expedición,
Un viaje de descubrimiento a los rincones más secretos de nuestra conciencia.
Y para semejante aventura debemos partir ligeros,
No podemos cargarnos de opiniones, de prejuicios, de conclusiones,
De todo ese mobiliario que hemos coleccionado durante más de dos mil años.
Olvida todo lo que sabes sobre ti mismo, olvida todo lo que has pensado de ti mismo,
Vamos a partir como si no supiéramos nada.

Krishnamurti

martes, 3 de junio de 2008

Meme


A minha amiga gasolina do Blog Flor da Palavra, mandou-me este meme. Um bonito desafio que deixo aqui para todos os quizerem participar.
http://palavrasnaarvore.blogspot.com
São pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e pode-se dar-lhes ênfase com uma imagem. Deve colocar-se o link para quem nos desafiou e a nós compete-nos desafiar cinco blogues, avisando-os deste mesmo convite.

Cá vai:

ÁGUA: o mar, fonte de vida
DANÇA: passar para outra dimensão
ESCREVER: intentar dizer com palavras sentimentos impossíveis de contar
FOGO: o centro da terra, o caldo primordial


Deixo o desafio a:
http://ecosecomentarios.blogspot.com
http://recetasparaelalma.blogspot.com
http://astronomia-algarve.blogspot.com
http://cvalente.blogspot.com
http://cantaresdeamigo.blogspot.com