domingo, 1 de junio de 2008

Auroras para sonhar






Para sonhar mais uma vez.
Este espectacular fenómeno de luminescência atmosférica conhecido como aurora boreal produz-se quando um fluxo de massa solar choca com os pólos norte e sul da magnetosfera terrestre. Como consequência surge a aurora, uma luz difusa projectada na ionosfera terrestre, composta de partículas de protões que difundem a cor.
São boreais quando se observa este fenómeno no hemisfério norte e aurora austral quando é observado no hemisfério sul.
Tanto a aurora austral, como a boreal podem criar cores diversas, dependendo da obliquidade com que as partículas solares choquem contra um pólo.
No momento de tempestades solares violentas, uma grande quantidade de electrões e de protões que vêm do sol chegam à atmosfera excitando os átomos de oxigénio e de nitrogénio que se voltam luminosos e produzem este espantoso fenómeno luminoso conhecido como aurora.

miércoles, 28 de mayo de 2008

Umas imagens de sonho

Para esquecer e sair deste mundo de guerras e de desastres, deixo aqui este vídeo para o nosso deleite. Aqui tudo é paz e harmonia.
As imagens sao desse grande fotógrafo chamado Gregory Colbert.

domingo, 25 de mayo de 2008

MÚSICA DAS ESFERAS - Aurora boreal

Aqui deixo para os meus amigos, um trecho de “música das esferas”, do grande Mikel Oldfield. É um prazer para a vista e para os ouvidos. Toca-nos directamente a alma.

miércoles, 21 de mayo de 2008

Espuma da Terra















Estive na exposição de minerais e foi como estar na caverna do Ali Baba ou num lugar de sonho. Além das formações geológicas da própria gruta, do cheiro, do ligeiro escorrer da água e das gotas a cair do tecto, estavam aí para o meu deleite essas maravilhas que compõem a fabulosa colecção de minerais do Dr. António José Meneses Teixeira.
A espuma da terra é o que dá estas maravilhas. É uma maneira poética de chamar essa lava que vem do centro da terra e que segundo a pressão e as temperaturas, ao longo de milhares de anos, se transforma em sodalite, em água marina, hematite, rubi, diamante, ouro, toda a família dos quartzos, dos mais transparentes aos mais opacos (estes muito menos correntes). São azuis, verdes, amarelas, vermelhas ou brancas e transparentes com formas geométricas absolutamente perfeitas.
Foi um verdadeiro prazer para os sentidos e volto a essa gruta com o pensamento. Não deixarei de lá voltar.
Os minerais dão-nos a noção da nossa insignificância. Um banho de modéstia perante tanta beleza. São cristais moldados, esculpidos pelas forças telúricas durante milhares de anos. Nós passaremos brevemente por esta terra, da que também saímos e estes minerais ficarão aqui, ainda durante outros milhares de anos, imutáveis testemunhas de forças que nem podemos imaginar.
Deixo aqui umas fotografias para o deleite dos meus amigos.

miércoles, 14 de mayo de 2008

Exposição de minerais


Espero que tenham vontade de ir admirar esta magnífica exposição de minerais, da colecçao do meu amigo o Dr. António José Meneses Teixeira.
Desta vez, no melhor lugar para ver minerais: uma gruta.
Sempre fui atraída pelos minerais e tenho na minha casa uma modesta colecção. Aliás, há pedras por toda a casa.
Para mim os minerais aproximam-nos ao nosso ser mais puro e conectam-nos com a mãe Terra - Ge.
Não existe nada mais maravilhoso do que essas formas e transparências forjadas pelo tempo que são as pedras e os minerais. Nenhum artista poderá nunca imitar a natureza.

domingo, 11 de mayo de 2008

Poema para a Negra



Deixa que os outros cantem o teu corpo

que dizem feiticeiro e sedutor,

e, na volúpia vã do pitoresco,

entoem madrigais à tua dor.

Deixa que os outros cantem teus requebrosnos passos de massemba e quilapanga,

e teus olhos onde há noites de luar,

e teus beiços que têm sabor de manga.

Deixa que os outros cantem os teus usos

como aspectos formais da tua graça,

nessa conquista fácil do exotismo

que dizem descobrir na nossa raça.

Deixa que os outros cantem o teu corpo,

na captação atónita do viçoe fiquem sempre, toda a vida, a olhar

um muro de mistério e de feitiço...

Deixa que os outros cantem o teu corpo

- que eu canto do mais fundo do teu ser,

ó minha amada, eu canto a própria África,

que se fez carne e alma em ti, mulher!



Geraldo Bessa Victor

Poeta Angolano

sábado, 3 de mayo de 2008

Uma história de cão


Fotografia do meu Spock.
Meu amigo, meu companheiro de alegrias e penas. Tinha sido abandonado e recolhi-o muito pequenino e desde então só me deu alegrias.

Chegam as férias, e já começo a ver cães abandonados pelas estradas, esfomeados e à procura de um dono desesperadamente. Não há nada mais triste que ver esses pobres animais, devendo buscar comida e água, sozinhos, pensando certamente no que pode haver passado para estarem assim. Andam sem rumo, aproximando-se às pessoas que passam ou correndo atrás de um carro para ver se encontram o dono.
Não posso entender como se pode abandonar um animal, e em particular, em cão. São afectuosos, carinhosos, não esperam nada de nós, senão carinho e um pouco de alimento.
Espero que este pequeno texto faça reflectir os que vão abandonar um cão este verão.

Aqui vai a triste historia de um desses cães

Quando era pequeno, criaste-me, tiveste muita paciência comigo, porque espatifei algumas almofadas e comi alguns dos teus sapatos. Mas fazia-te rir e estava contigo quando estavas cansado e triste.
À noite quando chegavas, contavas-me os teus problemas e eu ouvia-te e tinha pena de não poder fazer nada para te ajudar. Íamos passear e eu gostava de correr pelo campo e tu gostavas de me ver feliz. E eu era alegre porque te via contente.
Cresci e brinquei com os teus filhos que me arrancavam os pelos e me davam beijinhos no nariz.
Mas tu já não querias saber nada de mim. Já não levavas a minha fotografia na tua carteira e quando te perguntavam se tinhas um cão, já não contavas todas essas coisas engraçadas sobre mim como antes. Já não era esse brinquedo peludo, senão um cão adulto e já não te fazia tanta graça.
Já não gastavas dinheiro comigo, nem para me levar ao veterinário. Tudo te parecia demais.
E chegou um dia em que disseste que ias mudar de casa e que nessa casa não havia sítio para mim.
Uma manha, chamaste-me como se fosses-mos dar um passeio, mas eu sabia que desse passeio nunca mais ia voltar.
Quando chegamos, ouvi outros cães a chorar, senti que havia desespero e aflição nessas vozes.
Preenches-te uns papéis e foste embora, sem quase olhares para mim.
Levaram-me para uma jaula onde fiquei preso. Uma senhora muito amável fez-me festas e aí fiquei.
Cada vez que ouvia passos, pensava que eras tu, que tinhas mudado de ideia e que voltavas para me levares contigo outra vez. Que tudo isto só era um pesadelo e que tudo ia ser como antes. Mas não. Não voltas-te.
Uma manhã de primavera, cheia de sol, essa senhora veio-me buscar. Falou comigo com muita meiguice e eu sabia que era o fim.
Olhou para mim com lágrimas nos olhos e disse-me que eu iria para um lugar onde seria feliz para sempre, sem penas, nem dores. Um lugar de paz e de amor. Fui atrás dela, até um local tranquilo e branco.
Com uma seringa, como aquelas que serviam para me vacinar, deu-me uma injecção. Depois abraçou-me e uma lágrima caiu dos olhos dessa bondosa senhora. Eu entrei num sono profundo e o meu último pensamento foi para ti meu dono.

domingo, 27 de abril de 2008

Reinos africanos: Etiopia e Lalibela

Etiópia foi o berço da humanidade e alberga a primeira casa de pedra do mundo. Foi na Etiópia que se desenvolveu uma das mais antigas civilizações, foi aí que parece ter vivido a rainha de Saba, aí estão também os obeliscos mais altos do mundo,... Isto é, uma história de 12.000 anos de existência.


Uma das tribos do norte, o povo Kouchita, deu a XXVº dinastia ao Egipto. Durante os reinados dos imperadores kouchiticos a Æthiopia de antes incluía as quatro cidades antigas: Nabata nas fronteiras do Egipto faraónico, Meroé, Axoum e finalmente Mareb no actual Iémen. Deu ao Egipto a XXVº dinastia que restabeleceu a arte egípcia em toda a sua pureza, uma cultura que foi corrompida pela ocupação Hitita.

Os laços entre Egipto e Etiópia remontam à vigésima segunda dinastia dos faraós do Egipto, e a partir do reinado de Piânkhy, faraó da XXV dinastia, por vezes os dois países estavam sob uma mesma autoridade: a capital destes dois impérios estava então situada no norte do Sudão, em Napata. Os primeiros registos da actividade etíope vêm dos comerciantes egípcios, em 3000 a. J.C. referindo-se ao País de Pount "Ta Neterou", que significava a Terra dos Deuses e que consideravam como sendo a terra das suas origens.


A Bíblia menciona Episódios da História etíope que datam de 1000 a-J.C. Segundo essas fontes, o primeiro imperador de Etiópia seria Menelik, filho da rainha de Saba e do Rei Salomão.


O primeiro verdadeiro império de grande potência aparecido na Etiópia, foi o de Axoum, no século I.

O que caracteriza incontestavelmente este império é a prática da escrita. Este alfabeto específico chamado Ge'ez, vai ser modificado depois, com a introdução de vogais, tornando-se alfa silabário. Por outro lado, os obeliscos gigantes que marcam as tumbas (câmaras subterrâneas) dos reis e dos nobres são as mais famosas marcas do reino.



Segundo a tradição local, os primeiros Etíopes eram judeus, os Falachas, cujos últimos membros acabaram por emigrar para Israel em 1980.

O cristianismo foi introduzido no reino de Axoum pela Igreja egípcia copta no século VI.

As treze igrejas da cidade de Lalibela foram escavadas na pedra a ambos os lados do rio Jordão e comunicadas com túneis e passadiços.



Lalibela é um encontro com o passado e com as origens do cristianismo, numa época em que os ritos cristãos, muçulmanos e judeus ainda se confundiam. Estas igrejas foram construídas para baixo, talhadas na própria pedra da montanha. Foi uma estratégia perfeita para passarem desapercebidas perante as invasões de grupos islamitas.



Até hoje, este país é uma das únicas nações do mundo que nunca esteve colonizada desde que apareceu o homem na terra. A maior ocupação foi feita pelos Italianos que durante quatro anos intentaram submeter o território.

Desde a antiguidade, os habitantes desta região tiveram que repelir os assaltos dos Egípcios, Bantus, Garamentes, Hittites, Romanos, Espanhóis, Jesuítas, Portugueses, Ingleses, Turcos, Árabes, Italianos, Soviéticos, Cubanos, Eritreus, Somalis, e hoje os Islamitas.

Doze mil anos de guerra! É um caso único no mundo.

Esperemos que encontre finalmente a PAZ.




domingo, 20 de abril de 2008

Aimé Césaire







Aimé Césaire (Martinique, 1913-2008 )




No dia 17 de Abril, em Fort-de-France, (Martinica) morreu com 94 anos, Aimé Césaire, um dos maiores poetas em língua francesa e dos mais esclarecidos pensadores do chamado Terceiro Mundo. Publicou poemas, ensaios e obras de teatro. Foi dramaturgo e animador da cultura. Além da sua produção literária esteve presente nas lutas sociais do seu país contra as ideias anticoloniais, sempre procurando a legítima identidade dos povos africanos.
Foi o inventor, com Leopold Sédar Senghor da palavra "Negritude".
Aimé Césaire disse um dia esta frase num círculo literário: "Não é verdade que não temos mais nada que ser neste mundo senão parasites (…) Nenhuma raça tem o monopólio da beleza, da inteligência, da força e há um lugar para todos no momento da vitória".

Sua divisa foi: "Pertenço à raça dos oprimidos".

Deixo aqui este magnífico poema como homenagem a este grande homem.

Survie
Je t'évoque
bananier pathétique agitant mon cœur nu
dans le jour psalmodiant
je t'évoque
vieux bougan des montagnes sourdes la nuit
juste la nuit qui précède la dernière
et ses roulements d'ennui frappant à la poterne folle des villes enfouies
mais ce n'est que le prélude des forêts en marche au cou sanglant du monde
c'est ma haine singulière
dérivant ses icebergs dans l'haleine des vraies flammes
donnez-moi
ah donnez-moi l'œil immortel de l'ambre
et des ombres et des tombes en granit équarri
car l'idéale barrière des plans moites et les herbes aquatiques
écouteront aux zones vertes
les truchements de l'oubli se nouant et se dénouantet les racines de la montagne
levant la race royale des amandiers de l'espérance
fleuriront par les sentiers de la chair
(le mal de vivre passant comme un orage)
cependant qu'à l'enseigne du ciel
un feu d'or sourira
un chant ardent des flammes de mon corps.

domingo, 6 de abril de 2008

AREIAS




A zona das areias é o país da iniciação.
Se ninguém nos guiar afundamo-nos nelas.
Afundar-se é cair nas armadilhas da rota.
Tomamos por meta o que só é uma miragem.
Pensamos que chegámos, mas estamos atolados.
Por isso precisamos de um guia seguro.


Tradição oral Peul

sábado, 15 de marzo de 2008

Premio de mi amiga Syri



Mi encantadora amiga Siry http://recetasparaelalma.blogspot.com/ me ha acordado estos preciosos prémios. Solo puedo agradecer este gesto tan bonito. Muchas gracias amiga Siry.

domingo, 9 de marzo de 2008

Símbolo



O formato daquele berço foi um símbolo
O menino em miragens impossíveis
dormia sonhando com navios de papel
en quanto eu contemplava
a cismar,
o conjunto daquela harmonia
sumindo-se na linha do mar.
Navio-berço de menino crioulo
navio-guia que ficou sem ir
"navio idêntico ao navio da nossa derrota parada".

Luís Romano
(poeta Caboverdiano)
(Clima, 1963)

Les Djerbiennes


Les Djerbiennes

Inspire-moi, Tanit la Tendre, Tanit la Tunisienne,
Quand je chante les Djerbiennes au rythme des tam-tams et tabalas.
Les voilà entrant dans la danse, vases sveltes, un vase sur la tête altière.
Les voilà longues lisses, les Djerbiennes à la tête d'or
Et les hauts dieux d'ébène pour rythmer leurs pas.
Les tam-tams dansent et les tabalas, les tam-tams sous les mains d'ébène dur.
Les voici de soie fine, les Djerbiennes, soyeuses et souples
Et déroulant rythmée leur fuite frissonnante, gracieuse.
Et montent les hosannahs dans la nuit bleue étoilée.

Léopold Sedar Senghor

martes, 4 de marzo de 2008

É ARTE DEIXAR MORRER UM CAO DE FOME?





En el año 2007, Guillermo Vargas Habacuc, un supuesto "artista", cogió a un perro abandonado de la calle, lo ató a una cuerda cortísima en la pared de una galería de arte y lo dejó allí para que muriera lentamente de hambre y sed.

Durante varios días, tanto el autor de semejante crueldad como los visitantes de la galería de arte presenciaron impasibles la agonía del pobre animal.
Hasta que finalmente murió de inanición, seguramente tras haber pasado por un doloroso, absurdo e incomprensible calvario.

¿Te parece fuerte?

Pues eso no es todo: la prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidió, incomprensiblemente, que la salvajada que acababa de cometer este sujeto era arte, y de este modo tan incomprensible Guillermo Vargas Habacuc ha sido invitado a repetir su cruel acción en dicha Bienal en 2008.


¡¡IMPIDÁMOSLO!!!

Firmad aquí: http://www.petitiononline.com/13031953/ (no hay que pagar, ni registrarse, ni nada peligroso, y merece la pena) para enviar una petición y que este hombre no sea felicitado ni llamado 'artista' por tan cruel acto, por semejante insensibilidad y disfrute con el dolor ajeno.


Dediquemos unos minutos a intentar evitar que otro animal inocente sufra la crueldad de este, y otros, sádico y de este repugnante "ser humano":

REENVÍA ESTE MENSAJE A TODOS TUS CONTACTOS, POR FAVOR.

martes, 22 de enero de 2008

Festas bárbaras



Recebi hoje este mail e quero deixar aqui este texto sobre costumes bárbaros que ainda se perpetuam em Portugal. Em Espanha, felizmente, este tipo de costumes já está proibido. En particular gostava de saber como é que a Igreja ou o padre dessa aldeola deixa fazer isto. Peço a todos de se solidarizarem e de lutarem contra os maus tratos aos animais.

"Caros amigos dos animais!

Chegou a hora de acabar com uma tradição primitiva e cruel que serve apenas para divertir uns quantos sádicos.
Acontece em Campia, uma pequena aldeia do concelho de Vouzela em Viseu. No dia de carnaval os organizadores da festa teimam em incluir uma tradição que consta do seguinte: Os organizadores caçam , roubam um gato, algures, e metem-no num cântaro onde fica fechado até à hora da festa, (todos sabemos que os gatos sofrem de forte claustrofobia, e, só isto é causa de grande angústia e sofrimento).
Depois, no largo da festa, está um grande mastro ladeado de lenha, o cântaro é elevado por cordas até ao cimo do mastro, a seguir lançam fogo á lenha que aquece o cântaro, queima as cordas e o cântaro cai desfazendo-se em cacos; o gato (se ainda puder) corre espavorido tendo á perna a parolada toda a persegui-lo com paus para ver quem lhe acerta.
Todos sabemos que os países civilizados não admitem más tradições, só as que dão alegria e bem estar a todos. Já no 3º mundo abundam as tradições em que o forte usa o fraco; Os apedrejamentos, os sacrifícios, as amputações, a escravatura, geralmente em que as vítimas são as mulheres, as crianças e os animais.
Todos nós temos obrigação de colaborar na evolução do nosso país.
Esperemos então que cada um de nós passe a palavra ao maior número de pessoas, e envie uma crítica a quem tem culpas desta prática.
Tem o presidente da junta, que é um dos organizadores, o presidente da Câmara que concorda, o padre que abençoa a festa. e todos os que vêem, calam e consentem.
As contestações isoladas de nada têm servido, pelo contrário. Temos que ser muitos a repudiar esta tradição para eles perceberem a falta de civismo.

Daqui até ao carnaval, não paremos de criticar e denunciar a quem de direito."

presidente da junta - Antonio ferreira : junta.campia@clix.pt telef 232751111
pres. da Câmara - Telmo Antunes : telmo antunes1@gmai.com , presidente@cm-vouzela.pt
padre Antonio - pcampiaalcofra@gmail.com , pcampiaalcofra@sapo.pt telef 232751102
jonal de vouzela - noticiasvouzela@sapo.pt
Sepna de viseu (maus tratos a animais) mestre Figueiredo Lopes 968689245 - 232467940 - 232467954

lunes, 21 de enero de 2008

UM DIA



UM DIA

Um dia eu vou fazer um romance
com as histórias da minha rua
antes de se chamar Silva Porto
e os pretos irem embora.
Vai entrar a lua e meninos sem cor
a Domingas quitata, o sô Floriano do talho
com muita mistura de amor
e muito suor de trabalho.
Vou meter as cabras e os cães vadios da velha Espanhola
os batuques da Cidrália e dos Invejados,
os batalhões do "Treze" e do "Setenta e Quatro",
o bêbado Rebocho, o velho Salambio',
a Joana Maluca da garotada,
cajueiros, cubatas, lixeiras,
capim e piteiras,
e mesmo no fim da história,
quando os homens estão desesperados
e as fardas passam em fila,
acendo um sol de Fevereiro,
semeio algumas esperanças
e parto com o meu veleiro
a dar uma volta ao Mundo!

ANTÓNIO CARDOSO
(ANGOLA)

martes, 18 de diciembre de 2007

Feições para um retrato,



Na agreste paisagem de dunas
expira a vastidão da savana.
No areal se sepulta o choro do mar
em seu clamor e seu soluço
e a fúria do vento largo
veste de saliva os arbustos sobreviventes.

Mangal de raízes nuas
dói-me o desespero dos teus dedos
ainda longos e cravados à terra.
Na orla do tempo, as aves marinhas
contemplam os despojos com olhos tranquilos
e nos conturbamo-nos à vista
dos despojos e do jeito dos pássaros.

Aqui, só nos vemos
a delgada fímbria do encontro
da morte e da vida
e conturbamo-nos.
E, amando-nos,
avivamos o traço esguio e sinuoso
dessa fímbria de encontro de morte e da vida".


Fernando Couto
Poeta Moçambicano

Premio de mi amiga muy querida, Tia Doc.



Muchas gracias. Me gusta mucho este premio.

domingo, 25 de noviembre de 2007

sábado, 3 de noviembre de 2007

Premio de mi amiga Syri

Este premio me ha sido otorgado por mi amiga Siry, desde sus tierras lejanas.
Gracias Amiga