domingo, 9 de marzo de 2008

Les Djerbiennes


Les Djerbiennes

Inspire-moi, Tanit la Tendre, Tanit la Tunisienne,
Quand je chante les Djerbiennes au rythme des tam-tams et tabalas.
Les voilà entrant dans la danse, vases sveltes, un vase sur la tête altière.
Les voilà longues lisses, les Djerbiennes à la tête d'or
Et les hauts dieux d'ébène pour rythmer leurs pas.
Les tam-tams dansent et les tabalas, les tam-tams sous les mains d'ébène dur.
Les voici de soie fine, les Djerbiennes, soyeuses et souples
Et déroulant rythmée leur fuite frissonnante, gracieuse.
Et montent les hosannahs dans la nuit bleue étoilée.

Léopold Sedar Senghor

martes, 4 de marzo de 2008

É ARTE DEIXAR MORRER UM CAO DE FOME?





En el año 2007, Guillermo Vargas Habacuc, un supuesto "artista", cogió a un perro abandonado de la calle, lo ató a una cuerda cortísima en la pared de una galería de arte y lo dejó allí para que muriera lentamente de hambre y sed.

Durante varios días, tanto el autor de semejante crueldad como los visitantes de la galería de arte presenciaron impasibles la agonía del pobre animal.
Hasta que finalmente murió de inanición, seguramente tras haber pasado por un doloroso, absurdo e incomprensible calvario.

¿Te parece fuerte?

Pues eso no es todo: la prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidió, incomprensiblemente, que la salvajada que acababa de cometer este sujeto era arte, y de este modo tan incomprensible Guillermo Vargas Habacuc ha sido invitado a repetir su cruel acción en dicha Bienal en 2008.


¡¡IMPIDÁMOSLO!!!

Firmad aquí: http://www.petitiononline.com/13031953/ (no hay que pagar, ni registrarse, ni nada peligroso, y merece la pena) para enviar una petición y que este hombre no sea felicitado ni llamado 'artista' por tan cruel acto, por semejante insensibilidad y disfrute con el dolor ajeno.


Dediquemos unos minutos a intentar evitar que otro animal inocente sufra la crueldad de este, y otros, sádico y de este repugnante "ser humano":

REENVÍA ESTE MENSAJE A TODOS TUS CONTACTOS, POR FAVOR.

martes, 22 de enero de 2008

Festas bárbaras



Recebi hoje este mail e quero deixar aqui este texto sobre costumes bárbaros que ainda se perpetuam em Portugal. Em Espanha, felizmente, este tipo de costumes já está proibido. En particular gostava de saber como é que a Igreja ou o padre dessa aldeola deixa fazer isto. Peço a todos de se solidarizarem e de lutarem contra os maus tratos aos animais.

"Caros amigos dos animais!

Chegou a hora de acabar com uma tradição primitiva e cruel que serve apenas para divertir uns quantos sádicos.
Acontece em Campia, uma pequena aldeia do concelho de Vouzela em Viseu. No dia de carnaval os organizadores da festa teimam em incluir uma tradição que consta do seguinte: Os organizadores caçam , roubam um gato, algures, e metem-no num cântaro onde fica fechado até à hora da festa, (todos sabemos que os gatos sofrem de forte claustrofobia, e, só isto é causa de grande angústia e sofrimento).
Depois, no largo da festa, está um grande mastro ladeado de lenha, o cântaro é elevado por cordas até ao cimo do mastro, a seguir lançam fogo á lenha que aquece o cântaro, queima as cordas e o cântaro cai desfazendo-se em cacos; o gato (se ainda puder) corre espavorido tendo á perna a parolada toda a persegui-lo com paus para ver quem lhe acerta.
Todos sabemos que os países civilizados não admitem más tradições, só as que dão alegria e bem estar a todos. Já no 3º mundo abundam as tradições em que o forte usa o fraco; Os apedrejamentos, os sacrifícios, as amputações, a escravatura, geralmente em que as vítimas são as mulheres, as crianças e os animais.
Todos nós temos obrigação de colaborar na evolução do nosso país.
Esperemos então que cada um de nós passe a palavra ao maior número de pessoas, e envie uma crítica a quem tem culpas desta prática.
Tem o presidente da junta, que é um dos organizadores, o presidente da Câmara que concorda, o padre que abençoa a festa. e todos os que vêem, calam e consentem.
As contestações isoladas de nada têm servido, pelo contrário. Temos que ser muitos a repudiar esta tradição para eles perceberem a falta de civismo.

Daqui até ao carnaval, não paremos de criticar e denunciar a quem de direito."

presidente da junta - Antonio ferreira : junta.campia@clix.pt telef 232751111
pres. da Câmara - Telmo Antunes : telmo antunes1@gmai.com , presidente@cm-vouzela.pt
padre Antonio - pcampiaalcofra@gmail.com , pcampiaalcofra@sapo.pt telef 232751102
jonal de vouzela - noticiasvouzela@sapo.pt
Sepna de viseu (maus tratos a animais) mestre Figueiredo Lopes 968689245 - 232467940 - 232467954

lunes, 21 de enero de 2008

UM DIA



UM DIA

Um dia eu vou fazer um romance
com as histórias da minha rua
antes de se chamar Silva Porto
e os pretos irem embora.
Vai entrar a lua e meninos sem cor
a Domingas quitata, o sô Floriano do talho
com muita mistura de amor
e muito suor de trabalho.
Vou meter as cabras e os cães vadios da velha Espanhola
os batuques da Cidrália e dos Invejados,
os batalhões do "Treze" e do "Setenta e Quatro",
o bêbado Rebocho, o velho Salambio',
a Joana Maluca da garotada,
cajueiros, cubatas, lixeiras,
capim e piteiras,
e mesmo no fim da história,
quando os homens estão desesperados
e as fardas passam em fila,
acendo um sol de Fevereiro,
semeio algumas esperanças
e parto com o meu veleiro
a dar uma volta ao Mundo!

ANTÓNIO CARDOSO
(ANGOLA)

martes, 18 de diciembre de 2007

Feições para um retrato,



Na agreste paisagem de dunas
expira a vastidão da savana.
No areal se sepulta o choro do mar
em seu clamor e seu soluço
e a fúria do vento largo
veste de saliva os arbustos sobreviventes.

Mangal de raízes nuas
dói-me o desespero dos teus dedos
ainda longos e cravados à terra.
Na orla do tempo, as aves marinhas
contemplam os despojos com olhos tranquilos
e nos conturbamo-nos à vista
dos despojos e do jeito dos pássaros.

Aqui, só nos vemos
a delgada fímbria do encontro
da morte e da vida
e conturbamo-nos.
E, amando-nos,
avivamos o traço esguio e sinuoso
dessa fímbria de encontro de morte e da vida".


Fernando Couto
Poeta Moçambicano

Premio de mi amiga muy querida, Tia Doc.



Muchas gracias. Me gusta mucho este premio.

domingo, 25 de noviembre de 2007

sábado, 3 de noviembre de 2007

Premio de mi amiga Syri

Este premio me ha sido otorgado por mi amiga Siry, desde sus tierras lejanas.
Gracias Amiga

sábado, 13 de octubre de 2007

ÔDIO Ê PROBEZA








Esta a letra em crioulo de Cabo Verde desta morna tão bonita que estão a ouvir.
Dedico esta morna a todos os Caboverdianos que estão longe da sua terra.


Possode já bai bô ligal
Futur titá esperá frute de bô progrêsse
M'crê sabê qual ê quê causa de bô tristéza
Aô ca bô d'zem qu'inda è revolta que bô tem
Pameca bem sofrê também
Pamô ódie pa mim è pobreza
Esquecéu, que já bai
Pensá no bô terra cretcheu
S'onte mil era triste pamó um cantinha vóz active
Hoje u'uita bem cantá nha morna
Quê pam leva corajá e fé
Riqueza pá nha pove
Riqueza essa q'ca é um soque d'denher
Nem um mina d'or
Sim é mélodia di morna pa mundo inter.





viernes, 12 de octubre de 2007

RUMO


É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós,
e ninguém resiste à voz Da Terra ...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!
Vamos, companheiro ...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor as tuas longas mãos negras ...
E o meu suor se junte ao teu suor,
quando rasgarmos os trilhos de um mundo melhor!
Vamos!
Que outro oceano nos inflama ...
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos …

Alda Lara, poetisa Caboverdiana
Música: Paulino Vieira: Odie è Pobreza

lunes, 8 de octubre de 2007

Rainhas Africanas



Candace de Meroe (Siglo I A.C.)
Uma Candace era uma rainha na civilização Kushita, (como faraó significava rei no Egipto). Estas rainhas sucedem-se durante vários séculos, o que indica que era um termo genérico aplicado a una dinastia de rainhas de Meroe (Etiópia).
Sabe-se que uma Candace parou o Alexandre Magno (356-323 A.C.) no seu avanço pelo vale do Nilo. Uns séculos mais tarde, o nome desta rainha está mencionado nos Factos dos Apostoles (8:27), por Felipe, que viveu no século I; e Estrabão (63 A.C. - 21 D.C..) fala de uma Candace, uma rainha anterior que se sublevou contra os romanos e foi submetida por estes no ano 22 A.C., quando ocuparam a sua capital, Napata; Plinio o Velho (27 A.C. - 63 D.C.) nos informa que quando os exploradores de Nero (37-68) atravessaram a Nubia, esta região era governada por uma rainha Candace, para além da ilha de Meroe, e indica também que este nome era um título comum para todas as rainhas desse país.
Os historiadores testemunham que estas Candaces ocupavam-se da administração civil, dirigiam exércitos, o comercio e as relações diplomáticas. Algumas vezes cita-se a Candace como a rainha mãe, com poder suficiente para ter a última palavra no processo de selecção do faraó.
A mais conhecida destas rainhas foi a Candace Amanishakheto, rainha do reino sudanês de Napta e Meroe, nos tempos do Imperador Augusto, que se nega a submeter-se e assedia as legiões romanas. No ano 20 a.C. faz uma incursão no Egipto, saqueando todas as cidades por onde passa até Elefantina. Arrestada pelas tropas romanas, solicita a paz e volta para o seu reino, que graças ao tratado concluído entre Amanishakheto e o Imperador Augusto, prospera ainda durante mais de duzentos anos.


Uma página da tradução em antigo núbio do Liber Institutionis Michaelis Archangelis, entre os séculos IX e X, encontrado em Qasr Ibrim. O nome do arcanjo São Miguel está inscrito em vermelho.


O antigo núbio é uma língua hoje quase desaparecida, que foi escrita em Núbia entre os séculos VIII e XV a.C. É uma versão antiga das línguas núbias, que ainda se fala em certas regiões. É provavelmente o antepassado directo do Nobiin, uma das línguas de África com uma história escrita de mais de 1000 anos.

domingo, 30 de septiembre de 2007

Reinos africanos Núbia (Sudão)


Pirâmides de Meroé (Sudão)

Ruinas de Meroé (Sudão)


Pirâmides de Meroé

Nagga

Templo de Abu Simbel

Coroa real da Antiga Núbia

A República de Sudão é actualmente o maior Estado do continente africano. Unida geograficamente e historicamente ao Egipto desde a época faraónica, o território sudanês que começa actualmente ao nível da 2º catarata do Nilo, foi centro de culturas importantes na história da humanidade.
Os reinos aparecem a meados do IV milenário a.C. criando o reino de Kerma (2500 - 1500 a.C.), que mantém contactos estreitos com o Egipto, que acomete por vezes ataques contra ele.
De 1500 a 1600 a.C. o Egipto do novo império exerce uma grande influencia sobre o país. A região recobra a sua independência e uma dinastia núbia funda um principado à volta de Napta. No século VIII o rei de Koush anexa o Egipto e proclama-se faraó.
O país de Khoush dos textos faraónicos, expande uma civilização núbia original. Esta dinastia Khousira (XXI dinastia egípcia), reina desde o Mediterrâneo até Meroé, a 280 km de Khartoum (Sudão). Foi destruída pelos Assírios no século VII, formando-se um novo reino de Meroé que é destruído por Ezana, soberano do reino de Aksoum (Etiópia), em 350 a.C.

lunes, 24 de septiembre de 2007

Les feuilles mortes





Chega o Outono e as árvores perdem as folhas. A paisagem torna-se melancólica, com essas cores avermelhadas tão brilhantes, como num último fulgor antes da chegada do inverno, cinzento e frio. É momento para o recolhimento, a intimidade, e a reflexão.
Deixo aqui este lindo poema de Jacques Prévert.

LES FEUILLES MORTES
Oh! je voudrais tant que tu te souviennes
Des jours heureux où nous étions amis
En ce temps-là la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle
Tu vois, je n'ai pas oublié...
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Et le vent du nord les emporte
Dans la nuit froide de l'oubli.
Tu vois, je n'ai pas oublié
La chanson que tu me chantais.
C'est une chanson qui nous ressemble
Toi, tu m'aimais et je t'aimais
Et nous vivions tous deux ensemble
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais
Mais la vie sépare ceux qui s'aiment
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis.

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie
Je t'aimais tant, tu étais si jolie,
Comment veux-tu que je t'oublie?
En ce temps-là, la vie était plus belle
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n'ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais
Toujours, toujours je l'entendrai!

domingo, 23 de septiembre de 2007

Alteraçao lançamento do livro Versos Nus

O lançamento do livro de Tiago Nené, Versos Nus será no dia 29 de Setembro em Lisboa, no Magnólia café, praça de Londres às 16 horas.

sábado, 22 de septiembre de 2007

PENSAMENTOS AFRICANOS




A pureza do instante está feita pela ausência do tempo.

Cheikh Hamidou Kane


Tudo o que se vê é só a sombra projectada pelas coisas que não vemos

Martin Luther King

Não existe um mestre absoluto,
Sempre somos ao mesmo tempo aluno e mestre.
Porque o mestre ensina aos outros
Mas também aprende dos outros.

Chefe de aldeia Dogom

jueves, 13 de septiembre de 2007

A Crioula




A crioula que meus olhos beijaram a medo

Perdeu-se na confusão de um porto francês

Ela sorria continuamente,

Erguendo no seu riso uma canção extraordinária.

Não foi um romance de amor

Nem mesmo um pequeno segredo entre ambos.

Somente, quando Ela falava ao pé de mim,

Eu sentia um aprazível devaneio

Pela maravilha escultural duma Mulher Perfeita.

Depois,

A Vida separando-nos

A confusão, os ruídos, os braços agitando-se

E o vapor levando para outros mares,

Outros portos,

A graça, o mistério, o perfume e os cantares

Da crioula que meus olhos beijaram a medo

No tombadilho daquele vapor francês.


Luíz Romano (Poeta caboverdiano)


Foto: Ema Pires

Livro de Tiago Nené



O Tiago Nené pediu-me para divulgar que no próximo dia 29 de Setembro, pelas 19.30, no Onda
Jazz, em Lisboa, terá lugar o lançamento de Versos Nus, o seu primeiro livro.
Desejo que tenha muito êxito.

domingo, 9 de septiembre de 2007

VI-TE PASSAR



Vi-te passar, longe de mim, distante,
Como uma estátua de ébano ambulante;
Ias de luto, doce, tutinegra,
E o teu aspecto pesaroso e triste
Prendeu minha alma, sedutora negra;
Depois, cativa de invisível laço,
(o teu encanto, a que ninguém resiste)
Foi-te seguindo o pequenino passo
Até que o vulto gracioso e lindo
Desapareceu, longe de mim, distante,
Como uma estátua de ébano ambulante.

Caetano da Costa Alegre

martes, 4 de septiembre de 2007

Um castelo de conto de fadas








Estive em França, na regiao de Burdeos, neste bonito castelo do século XVII. Um lugar para sonhar e meditar, no meio de um bosque verde ouvindo só cantar os pássaros e as tranquilas águas do rio Dordogne.
Aqui deixo umas fotografias deste lugar de beleza e de paz.

martes, 28 de agosto de 2007

Pensamento do dia


Meus amigos, vou estar ausente durante uns dias, devido ao meu trabalho. Deixo aqui um pensamento. Espero que não me esqueçam, porque eu não vos esqueço meus queridos amigos e amigas encontrados por meio do meu blogue. À minha volta responderei a todos o comentários e até se poder o farei desde o sitio onde vou estar.
Até à volta.



Os que se concentram nos objectos dos sentidos terminam por estarem sujeitos a esses objectos.
Da sujeição nasce o desejo; do desejo nasce a cólera; da cólera nasce a confusão do espírito;
Da confusão do espírito nasce a perda da memória; da perda da memória nasce a perda da inteligência; da perda da inteligência nasce a destruição.


Bhagavad Gita